• Circe Palma

A História de Pedro - TDAH

Ele está sempre no mundo da lua.Estas palavras lhe doíam mais que qualquer outra coisa. Preferia até mesmo tomar uma injeção. Pedrinho vive uma espécie de sofrimento constante. Por mais que se esforce, seu desempenho na escola é sempre baixo. Com muito esforço, às vezes até consegue uma nota média.E ele nunca entende porque isto acontece. Sempre esquece suas coisas, é desorganizado.



A História de Pedro - TDAH


Vamos,  diz seu pai, após terminar o café da manhã. Levante-se Pedro e pegue sua mochila. Nossa, onde botei minha mochila? pensa o menino. Não acredito, fala sua mãe, quando o vê correr os olhos na sala, a procura da mochila escolar. Vocês já estão atrasados. Seu irmão sempre chega em cima da hora, por sua culpa Pedro! Quando é que vai aprender a se organizar pergunta ela, visivelmente contrariada. Está aqui, diz o irmão, Lucas. Ufa ainda que bem que Lucas me ajuda, fala baixinho.


Seguem para o carro e o pai os deixa na escola. Mais um dia de sofrimento para Pedrinho. Ele não consegue ficar parado todo o tempo que os professores pedem. Sua atenção é sempre desviada para outra coisa que não aquilo que está sendo solicitado no momento. E lá vem mais reclamação. Sempre recebeu bilhetes dos professores para entregar aos pais. Relatavam: Hoje ele não trabalhou em aula;  Ele nunca fica quieto para ouvir, por isto não aprende; Peço que conversem com o Pedro, pois ele sempre perde os materiais, e o famoso, Ele está sempre no mundo da lua.


Pedro sabia ser um garoto inteligente. Lembrava de uma vez, em aula, que foi o único a conseguir descobrir e desvendar um desafio que a professora havia proposto. Houve uma certa admiração geral. Foi na primeira série. A professora queria que os alunos descobrissem qual era a letra que estava faltando na palavra caminhão. Ela havia suprimido o ã. E o Pedro comparou com outras palavras que terminavam com o ão. Ficou muito feliz e quase não acreditou. Mas logo todos ficaram rindo, dizendo que ele havia acertado por acaso, pois ele era burro e não poderia saber.


Indignado com a reação dos colegas e com a inércia da professora, o menino saiu correndo da sala e seguiria até em casa se o Sr. Afonso, encarregado da disciplina não o houvesse interceptado no portão da escola. Chorava compulsivamente quando entrou na sala da diretora. Recebeu outro bilhete, desta vez com palavras mais ameaçadoras ainda. Poderia ser expulso se este comportamento não melhorasse.


Felizmente a mãe do garoto percebeu que talvez alguém pudesse auxiliar tanto o menino quanto a família. Deve ter alguma coisa errada com este menino, disse ao pai.  Assim iniciaram as investigações e consultas com médicos, psicólogos, etc. Por fim um diagnóstico. Seu filho é portador do TDAH. E isto é grave doutor? Pergunta o pai, ansioso. Não é uma doença, veio a resposta tranquilizadora. Mas é preciso acompanhar e tratar.


Inicia, então uma outra fase na vida de Pedrinho. A medicação indicada, muita vezes lhe dava sono, outras vezes não queria comer. Mas conseguia se organizar mais, prestar  atenção em aula e assim seu desempenho escolar começou a apresentar melhores resultados.


Comentários :  é preciso auxiliar sempre estas crianças. No início da vida escolar eles nunca são compreendidos e quase sempre sofrem muitas injustiças. São chamados de preguiçosos, desinteressados, esquecidos, desligados, nunca prestam atenção, etc.  Na verdade eles sabem de tudo o que acontece à sua volta. Tem plena consciência, apenas não conseguem controlar a velocidade com que as  informações chegam em suas mentes.

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