• Facebook
as-passeadeiras-logo.png
  • Circe Palma

E quando, afinal, as crianças chegam!

Tudo é alegria! O mundo parece se transformar numa felicidade infinita! A vida que se perpetua! A nossa continuidade. Isto nos emociona e encanta de tal maneira que nos leva a pensar que somos extremamente abençoados.


E descobrimos, com o passar do tempo, que este encantamento nunca mais  termina. Mas se modifica. E vem as dúvidas, as angústias e dificuldades na hora de mostrar aos filhos o que eles podem ou não podem, o que eles devem ou não devem, enfim...  São tantas incertezas no momento de agir, que nem pai nem mãe se sentem autorizados a uma palavra definitiva sobre as questões da alimentação, dos jogos na TV, dos banhos e até mesmo das brincadeira.



E quando, afinal, as crianças chegam!


É certo que seus próprios pais poderiam lhes servir de algum modelo, mas a verdade é que nem eles mesmos saberiam como fazer no mundo tão tumultuado e diferente que vivemos.


Muitas vezes encontro pais ávidos de palavras e conselhos que os auxiliem nesta tarefa de educar num mundo tão diferenciado dos ensinamentos que eles próprios viveram. Os critérios e valores de verdade,que aprenderam, não servem mais. São outros os exemplos mostrados nas mídias, nas casas, nas escolas.Pais e mães, assim confusos, se estressam a todo momento colocando em risco a própria autoridade, que é o que de mais valioso possuem os adultos para a sua nobre, porém difícil tarefa de educar.


É, portanto mais que urgente, resgatar princípios, moral, valores. Tudo o que nos sirva como suporte para qualificar nossas atitudes de pais protetores e cuidadosos. Sim, porque é tão somente isto o que nossos filhos precisam e o que podemos, de fato, lhes oferecer. Carinho e proteção.


Quando utilizamos palavras carinhosas para nos referir a eles (princesa, Duda, Wal, Betinho, e assim por diante) estamos de fato colocando muito amor nesta referência. Assim, Duda não é Eduarda, é outra pessoinha, digna do reinado em que vive. Torna-se poderosa, porque percebe logo que Duda tem regalias que à Eduarda não são concedidas. Uma espécie de amorosidade que tudo permite. Mas isto não é verdadeiro. Eduarda deve ser responsável, correta, etc. Responder por seus atos. Duda deve ficar para momentos lúdicos nos quais os comportamentos não estão em pauta. As pessoas mais velhas, por certo lembram de serem chamadas pelo nome completo quando havia alguma falta a ser reparada. Uma atitude um tanto intuitiva, talvez.


O mais importante, então, é saber o quanto pais e mães necessitam estar firmes e cientes da importância que suas atitudes em relação aos filhos, representam para seus aprendizados de vida. Tudo o que pais e mães querem para seus pequenos é ve-los plenos de saúde física, emocional para que possam dar continuidade ao ciclo da vida, quando, enfim tiverem a graça de também serem pais.

3 visualizações