• Circe Palma

A abelha Beatriz

Beatriz é uma abelhinha diferente. Suas listras são mais fininhas do que as das suas irmãs e amiga e isto a deixa triste. Mas, mamãe porque eu tenho listras mais fininhas? Ora querida, porque você é mais delicada, lhe diz sua mãe. Mas ela não se conforma e até chora quando algumas amigas riem dela.

Um dia estava voando entre as flores de um jardim, quando Belinha, sua irmã a convida para procurarem outras flores. Onde vamos? Vamos até o Parque da Redenção. Lá tem muitas flores, árvores. É um lugar muito bonito. Podemos ir mamãe? Dona Flora, concordou mas disse que voltassem cedo para casa.


Bzzzz!Bzzzzz! lá se vão elas muito felizes. Beatriz, está com um pouco de medo, mas pensa que neste lugar ninguém vai notar suas listras mais fininhas. Não se preocupe, diz a irmã. No parque tem muitas crianças. Você vai gostar.


Andando no gira gira da pracinha de brinquedos está Felipe, um menino alegre que gosta da natureza, dos animais. Ele vê Beatriz pousada numa flor de plástico que não tem perfume algum. Ué, que estranho! As abelhas pousam nas flores porque sentem o cheirinho gostoso delas, não é papai? Claro, meu filho. Porque me pergunta? Olha aquela ali. Vai falar com Beatriz.


Olá abelhinha! Beatriz olha assustada e logo pensa em fugir, mas resolve ficar parada. Como é seu nome? pergunta Felipe. Beatriz, responde tímida. Porque você está nesta flor que não tem cheiro nenhum e nem é de verdade? Sério? Eu nem tinha notado. Então não é uma rosa mesmo? Não, responde o menino. A abelhinha suspira aliviada. Eu pensei que só porque tenho listras mais fininhas eu não conseguia sentir o aroma desta flor. KKKK, nem flor é, disse Felipe. É só uma cópia. Venha, suba nesta folha que vou levar você para um jardim onde existem flores de verdade, que tem muito perfume.


Felipe caminha bem devagar para não deixar a amiga cair e a deposita suavemente num dos canteiros no jardim do Parque da Redenção. Que lindo! Exclama encantada a abelhinha. E, veja. Aquela é minha irmã. Belinha veio voando rápido até Beatriz e, assustada, disse-lhe. Vamos, voe rápido, este menino pode matar você. Não, ele é meu amigo, disse para a irmã. Ele até me explicou que algumas flores são só cópias e não são de verdade. Daí me trouxe aqui e nem percebeu as minhas listras mais fininhas.


Felipe assistia a tudo, maravilhado por ver as duas abelhinhas conversando. Beatriz, disse ele, você é muito bonita com estas listras mais fininhas. Eu gostei. A abelhinha ficou muito feliz. O menino indicou uma orquídea muito bonita. Esta é ótima. Venha. Beatriz tentou sorver o néctar, mas cuspiu logo. É muito ruim. Belinha ficou rindo da irmã. Vou lhe explicar mais uma vez, irmã. Nós, as abelhas, gostamos de flores aromáticas, amarelas e lilases, brancas, miúdas, enfim não é qualquer flor, entendeu? Ichh, e como eu vou saber? Ou vai perguntado ou vai provando, disse Belinha. Vamos!


As duas voam para casa e ao se despedir de Felipe, Beatriz diz que lhe traria um pouco de mel da sua casa.


Onde você estava, filho? pergunta o pai de Felipe. Estava lhe procurando.


Ah, eu estava conversando com umas amigas. Quem eram? Em casa te conto papai.

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